

As eleições recentes na Bahia propiciaram a derrocada do carlismo, atingindo em cheio muitas instituições, dentre as quais o querido Esporte Clube Vitória. O atual presidente Fábio Mota, faz parte do continuísmo que se arrasta no clube desde o início da década de 70. Desnecessário citar as gestões anteriores, excluindo por questão de justiça os inesquecíveis Benedito Dourado da Luz e Raimundo Rocha Pires, o cachoeirano Pirinho.
São quase seis décadas de presidentes rezando na mesma cartilha, subservientes às pretensões do grupo político, período em que a agremiação quase nada conquistou, ressalvando-se o pentacampeonato da Copa do Nordeste e títulos regionais de pouca relevância, se comparados às demais competições a nível nacional.
O Sub-20, vale lembrar, conquistou a Copa do Brasil de 2012. As sequências intermináveis de altos e baixos ao longo da existência, terminou se repetindo em 2026, quando eliminou Flamengo e Atlético/PR da Copa do Brasil, dando a falsa impressão que seguiria em frente, pelo menos até a fase semifinal.
Ledo engano. Para variar, mais um vexame ao ser derrotado pelo Vasco da Gama em ambos os jogos, sendo eliminado em casa sem esboçar qualquer reação, para surpresa de um Barradão com lotação máxima. A partir daí a coisa começou a piorar, recrudescendo depois das eleições, numa demonstração inequívoca da generalizada falta de comando, refletindo em campo com as mancadas de Jair Desventura - que demorou muito para ser demitido - e displicencia de alguns atletas em razão do pífio futebol praticado, com exceção de Lucas Arcanjo, que tem livrado o clube de goleadas, Mateusinho, cerebral, mas desmotivado, Erick, que joga quando quer e Renê, sempre oportunista.
Time que não ganha fora e entrega o ouro em casa, tem mais que ser rebaixado. Entre virar clube SAFado ou CITYado sem identidade própria, que venha a Segundona. Fora Bets, SAFs, CITYs e Ancelotti's contaminando o futebol brasileiro com centenas de jogadores estrangeiros, argentinos em sua maioria, e trazendo o desemprego em massa para as pratas da casa. Ouvir nosso idioma nas entrevistas é coisa muito rara.
Vamos fazer o vitorioso L que também está dando certo lá fora e acreditar no futuro do Brasil.
É preciso resgatar o bom nome do futebol brasileiro.
Sobre o autor
(*) Jorge Braga Barretto - Soteropolitano, Perito Criminal emérito da Polícia Civil da Bahia, Bacharel em Direito, admirador de Brizola, Fidel, Lula, Che e Waldir. Rubro-negro das antigas, autor de diversos artigos publicados no jornal A Tarde (Espaço do Leitor), no site O Servidor e no Portal de Notícias Página de Polícia.• Posicionamento combativo crítico e engajado, com forte apelo moral e social.
• Sua personalidade transparece idealista, apaixonada e defensora da justiça social, usando sua coluna como plataforma de denúncia e crítica.
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(*) Publicado no Jornal A Tarde, (Espaço do Leitor), edição de 08.11.2026







